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VOC O PRODUTO - Por Prof. Dr. Marcelo Augusto de Felippes

Terminando os anos 90, diante do avanço da Internet e o início das redes e mídias sociais, conclui que naquela época a profissão do futuro seria o psicólogo. Nas minhas aulas fazia questão de ressaltar com muita confiança e até mesmo incentivar os jovens para seguirem esta linha. Chegando a década de 2000, o aumento de uso de telas, principalmente pelos mais jovens, fez-me concluir que além da psicologia, a neurociência estaria crescendo de importância na conjuntura das relações humanas diante do aumento de mídias e redes sociais.

As mídias sociais são plataformas que as empresas utilizam para se comunicar com seus clientes e público em geral, como por exemplo, o Facebook, Pinterest, Snapchat, Kuaishou, Reddit, QZone, Sina Weibo, Tik Tok, Youtube, Twitter, Linkedin, Blogger, Instagram, dentre outras, e desenvolvem técnicas e campanhas para alavancar e dar visibilidade aos negócios na internet. Já a rede social é o espaço criado na internet onde os usuários ficam conectados em grupos, no qual procuram informações, esclarecem dúvidas, estão ali para se distrair e fazer novas amizades. Embora mídia e rede social não sejam a mesma coisa, na prática estão sendo usadas de maneiras semelhantes e as suas influências sobre as pessoas são as mesmas, oferecendo oportunidades de entretenimentos variados e ofertas de produtos gratuitos.

 

Embora não seja nada completamente novo nas comunicações de massa, desta vez o acesso é mais direto do que as demais comunicações vividas no passado. Quando surgiu o jornal, as massas eram conduzidas – e ainda o são - por opiniões e editoriais impressos. Com o surgimento do rádio e da TV, estes ganharam a notória atenção das pessoas, sendo hoje ultrapassados pelas mídias e redes sociais. Em algum momento do futuro, outra comunicação de massa irá suplantar o modelo atual, e até lá, infelizmente, muitos danos já terão sido causados nas pessoas.  

Aos poucos, a era da informação está passando a ser a era da desinformação, catalisando de maneira exponencial as chamadas “fake news”.  Além disso, dados fidedignos confirmam que uma “fake news” corre 6 vezes mais que uma notícia verdadeira, e ao ferir a verdade, a Internet, as redes e mídias sociais, usando uma tecnologia agressiva e persuasiva,  passam a ser uma ameaça existencial, incentivando até mesmo o suicídio.

 

O momento atual é da tecnologia da informação e da cultura de massa. A competição por nossa atenção está cada vez mais acirrada e quanto mais fixarmos os olhos na tela melhor. Nossos dados, sendo armazenados e trabalhados por inteligência artificial em computadores superpoderosos, preveem nossos interesses em poucos milésimos de segundos, ao tempo em que vendem a certeza de sucesso para os anunciantes, resultando em respostas imediatas com publicidades tentadoras. Tudo é rastreado, observado e medido. Aos poucos, uma personalidade virtual do usuário é criada e sempre atualizada, dando ao comprador de nossos desejos o caminho certo do que vamos fazer, o que queremos ou o que somos.

 

Aqui o ponto crucial não é a venda de nossos dados e sim os modelos que preveem nossas ações, os quais seguem uma metodologia de três metas principais: 1. Engajamento; 2. Crescimento; 3. Propaganda (aqui é a parte financeira). 

 

O usuário não consegue se aperceber da manipulação. Como no ilusionismo, o nosso inconsciente passa a ser influenciado pela tecnologia persuasiva. Logo, vem a ansiedade constante, resultando no transtorno de ansiedade generalizada (TAG), distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, sendo muitas vezes uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. A geração Z, pessoas nascidas entre 1996 – 2000, estão sendo as maiores vítimas e estão se tornando mais ansiosas, frágeis, deprimidas, medrosas e avessas ao risco, uma factual padecente do TAG. E neste contexto, os designers tecnológicos buscam transformar as mídias e redes sociais em chupetas digitais, ou seja, como um bebê, que em qualquer vácuo de ação do usuário, este serve-se do celular como um reforço ao desejo. 

 

Quanto mais a internet, com seu imenso potencial e alcance, proporciona informação de qualidade e entretenimento diversificado, mais conflito e impacto social é gerado, seja pela própria incapacidade das plataformas de se autorregularem, ou simplesmente por ser uma condição e conjuntura impossível de controlar. Assim, estas máquinas de manipulação passam a considerar-se a si próprias como governos reais e globais de cidadãos, criando suas próprias leis, regras e regulamentações.  

 

Em suma, ao meu entender, a Internet se tornou um grande mercado de negócios; basta clicar no aplicativo, que nossas impressões digitais estarão registradas para sempre e a partir de então passamos a ser o produto. Nunca esqueçamos que: “Se você não está pagando por um produto, é sinal que o produto é você” (Andrew Lewis - jornalista americano).





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